BLOG COM HISTÓRIAS,BIOGRAFIAS E FOTOS DOS MAIORES ARTISTAS DO REGGAE BRASILEIRO.. JAH BLESS
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sexta-feira, julho 17, 2015
HISTÓRIA DO REGGAE NO BRASIL
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Reggae no Brasil : A chegada do Reggae ao Brasil ainda é um assunto um pouco nebuloso devido ao fato de não existir nenhum estudo histórico detalhado sobre o tema. Porém, alguns caminhos possíveis podem ser seguidos para tentar entender como esse estilo musical desembarcou em nosso país. O primeiro contato do público brasileiro com o Reggae é simbolizado pela visita de Jimmy Cliff ao país, em 1969, para participar do Festival Internacional da Canção (FIC). Em 1972, Caetano Veloso gravou “Nine Out of Ten”, lançada no Brasil em 1972 no álbum “Transa”, e a música foi considerada um marco na história do Reggae no Brasil – não necessariamente por SER um Reggae. “Nine out of Ten, a minha melhor música em inglês. É histórica. É a primeira vez que uma música brasileira toca alguns compassos de reggae, uma vinheta no começo e no fim.Bob Marley e The Wailers foram a melhor coisa dos anos 70″, revelou Caetano em uma entrevista ao Jornal do Brasil. (“Nine out of Ten” com intro de Reggae) Gilberto Gil também se arriscou na linguagem do reggae em 1977, no disco “Revela”, mas não se jogou totalmente no gênero. Porém, logo em seguida, gravou a música “No Woman no Cry”, de Bob Marley, e a versão se tornou um grande sucesso no Brasil, com mais de 500 mil cópias do compacto vendidas. Simultaneamente a esse movimento, alguns estados, como Maranhão, Pará e Bahia também começavam a se apaixonar pelo Reggae que era trazido pelas mãos de um vendedor de discos importados. Nos anos seguintes, os primeiros álbuns começaram a ser lançados no Brasil e, junto com a visita de Bob Marley ao país em 1980, o estilo começou a decolar de vez por aqui. No mesmo ano, Gilberto Gil e Jimmy Cliff fizeram uma turnê de sucesso com shows pelo Brasil. Começaram então a surgir as primeiras bandas de Reggae no cenário nacional. Ainda no final dos anos 1970, aparece em Recife o Grupo Karetas, considerado a primeira banda de Reggae do Brasil. Outro artista apontado como um dos pioneiros do gênero no país é Edson Gomes. Nascido na Bahia, o cantor gravou seu primeiro disco “Reggae Resistência” em 1988, e seus hits se espalharam por todos os cantos. Muitos outros grupos aparecem a partir da segunda metade dos anos 1980, entre eles a Tribo de Jah, no Maranhão. Até hoje o estado carrega o apelido de “Jamaica Brasileira” devido ao fenômeno que o Reggae se tornou no local, e a Tribo foi uma das responsáveis pela difusão e fortalecimento desse título. O grupo, formado na Escola de Cegos do Maranhão, possui uma trajetória de sucesso até hoje, levando em sua mala shows realizados em diversos lugares do planeta, entre eles a Jamaica, Argentina, Europa, entre outros. Ainda na década de 1980, chega a vez do Rock se misturar ao Reggae, por meio da banda Paralamas do Sucesso. Em 1986, no Rio de Janeiro, nasceu uma das bandas que atravessou gerações e ajudou a fortalecer ainda mais a cena: o Cidade Negra. Em 1992, o grupo carimbou o passaporte e voou até Montego Bay, na Jamaica, para tornar-se o primeiro grupo de artistas latino-americanos a participar do Reggae Sunsplash Festival. Com o fortalecimento do cenário nacional e várias apresentações de artistas brasileiros fora do país, o número de bandas se multiplicou nos anos 1990. Entre elas podemos destacar alguns nomes que atingiram o grande público, como Adão Negro, Alma Djem, Natiruts e Planta & Raiz. Curiosidade: Em 2012, trinta e um anos após a morte de Bob Marley, a presidente Dilma Rousseff decidiu homenagear o músico jamaicano instituindo o Dia Nacional do Reggae. A data é comemorada no dia 11 de maio, mesmo dia em que o cantor morreu aos 36 anos. O texto distribuído pelo Palácio do Planalto para divulgar a decisão dizia que nesta data “se homenageará o ritmo musical difundido mundialmente por Robert Nesta Marley”..
Para entender como o Reggae chegou ao Brasil, primeiro é preciso fazer uma viagem no tempo, chegar até suas raízes e passar por toda a evolução desse estilo musical. O Reggae é um gênero que tem suas origens no Ska e no Rocksteady, estilos muito populares na Jamaica no final dos anos 1950 e início dos anos 1960. Em meados de 1968, alguns músicos jamaicanos começaram a fazer sons mais lentos que o Ska, porém mais rápidos que o Rocksteady, além de acrescentar alguns efeitos: foi aí que surgiu o Reggae em sua forma mais pura. Alguns profissionais influentes na área, como Lee “Scratch” Perry e Joe Gibbs e King Tubby foram peças fundamentais no desenvolvimento desses gêneros na Jamaica. Um desses célebres produtores, Chris Blackwell, mudou-se para a Inglaterra ainda década de 1960 e levou consigo a missão de promover a música no país. Mas o Reggae começou a ganhar mesmo o território internacional na década de 1970, com dois fatores decisivos para sua expansão ao redor do mundo: – O lançamento do filme jamaicano “Balada Sangrenta” (“The Harder They Come”), estrelado por Jimmy Cliff, em 1972. O longa foi o primeiro a mostrar ao mundo a realidade da Jamaica, incluindo sua música; e, como não poderia deixar de ser, o mais conhecido e amado embaixador do reggae, Bob Marley. A carreira de Bob se estendeu por mais de uma década, começando em 1963 com a banda The Wailers, e que culminou com o lançamento do álbum Exodus, em 1977, quando alcançou a fama internacional. Em 1985, uma categoria intitulada “Melhor Álbum de Reggae” foi introduzida no Grammy Awards, consagrando de vez o gênero perante todo o mundo..
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http://canalreggae.com.br/como-o-reggae-surgiu-no-brasil/
quarta-feira, janeiro 04, 2012
O REGGAE EM MINAS GERAIS
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O precursor do reggae em Minas Gerais é Celso Moretti lançou seu terceiro CD “Reggae Favela Brasil”.Keyroga é o 1º regueiro de Minas Gerais, tem quase 15 anos no reggae e faz de tudo para manter seu som vivo.. Conferi a quantas anda o reggae mineiro, já que não há em Minas um circuito reggae, nem muitos eventos de reggae na capital, nem muitas bandas também..
Leo Vidigal, do Massive Reggae,escritor,jornalista e colecionador de reggae é o maior divulgador do reggae em Minas Gerais..
Mas estado e sua bela capital Belo Horizonte tem boas bandas e teve eventos fortes de reggae como o 1º Festival Reggae Gerais,contando com a presença de várias excelentes bandas locais de reggae como Omeriah,Keyroga e banda Kalimba,Celso Moretti e Barraco de Aluguel,Banda Agbara,Banda RaJah,Banda Sítios,Keyroga e banda Kalimba,Banda THC,Rasta Joint....
O Rasta Joint pega a estrada em 97 e faz shows históricos como com a Tribo de Jah no Circo Escola Picadeiro (SP), com Rappa e Paralamas do Sucesso em Viçosa (MG), com Mestre Ambrósio em Belo Horizonte, com Nativus e Tribo de Jah no Festival na Serra da Moeda (MG) entre outros. O Rasta Joint pega experiência e se torna cada vez mais seguro e consistente. Nessa época suas influências eram Steel Pulse, Black Uhuru, Aswad, Israel Vibration, Gilberto Gil, Tribo de Jah, Edson Gomes...
O REGGAE NO PARÁ
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A terra que nos deu artistas vários artistas começa a despertar também para o Reggae. As músicas do reggae daquela região está num processo de evolução muito grande. Exemplo disso é o CD do BB e Banda. Um Cd independente que mostra a mistura da musica Reggae com influências do folclore paraense. Um trabalho bem agradável aos ouvidos.Outra banda que vai despertar o som paraense e do resto do Brasil é a banda Jaffa que está produzindo um grande Cd, roots na essência e paraense na construção. Jaffa deve ser o grande nome da musica no Pará no próximo ano. Mas não é só da musica Reggae que o Pará vem se destacando. Os movimentos ecológicos com influencias diretas do Reggae, também fazem parte dessas mudanças. O pessoal está transformando áreas que a pouco tempo estavam condenadas pela degradação ambiental em paraísos ecológicos. E isso é ótimo para a sociedade e para os turistas.Essa é a prova que o Reggae pode caminhar junto com outras culturas e beneficiar a sociedade com projetos sociais. Outro aspecto importante é manter a cultura regional de cada canto desse país. Eles nos deram o divino som e Deus nos deu a divina terra Brasil. Então, vamos fazer o Reggae das Bombaixas, do Pantanal, dos Morros, dos Guetos, de Alfaias e Caxixis. Ser Roots é ser Raiz e só. O Pará já entendeu isso e saiu na frente.
Próxima ao Maranhão , Belém pode surgir tímida, diante da projeção dedicada ao reggae na Ilha do amor. No entanto , não menos importante , vem mostrando vigor e poder de decisão, com ações conjuntas que valorizam a cultura e o interesse pela música reggae junto as comunidades. Palestras, Exposições, Oficinas de Rádio, Programas direcionados para a produção do reggae independente, seja no que for, é certo que todos temos a aprender com um pouco das experiências aqui trazidas. Vale refletir sobre as várias frentes que se mostram , focadas em muito pelo mesmo espírito de integração e solidariedade em torno da música..
O Programa Sintonia do Reggae a 8 anos no ar, apresentado por Enilson Nonato e Vitor pedra, é um programa voltado para a comunidade, onde debate e discute os problemas sociais além de tocar o Roots e especialmente o reggae nacional.Nego Jô e Leões de Soweto foi a primeira banda de reggae na região, inclusive gravou um CD independente. Depois veio as bandas Os Six Marley e a Holly Pype(com uma Demo), Sevilha(Já gravou 2 CDs),Cristal Reggae (em gravação de cd), Amazon Java (Demo), Gaia na gandaia (Gravou cd),Jahffa Reggae (em estúdio)e Kayamakan que recentemente lançou seu trabalho titulado Presente do Mar.Em Belém já passaram vários astros do mundo do reggae, e o templo do reggae na Amazônia é o Parque dos Igarapés. Já estiveram por lá Culture, Gregory Isaacs, Eric Donaldson, Edson Gomes, Tribo de Jah, Inner Circle, Ziggy Marley e Melody Makers, Mighty Diamonds,Ijahman Levi, The Gladiators,Ponto de Equilíbrio ,Alpha Blondy,Andread Jó, entre outros.......
O REGGAE EM BRASÍLIA
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Brasília além de capital do País foi a capital do rock por um bom tempo nos anos 80 com Legião, Capital Inicial, Plebe Rude e Paralamas e com a explosão dos regueiros da Natiruts tornou-se também a capital do reggae nacional por um bom tempo. Além da fama de bons músicos e boas bandas, Brasília fez história com excelentes bandas de reggae também, como Maskavo Roots, atual Maskavo,Jah Live,Brasucas,Terra Prometida, Alma D´jem,Mira Reggae,Jahcareggae,Reggae A Semente entre outras que lá estão mantendo vivo o reggae do cerrado.
Brasília conheceu essa melodia transcendental através do primeiro Tributo à Bob Marley em 1981, que conseguiu reunir mais de 3 mil pessoas na praça de Guará II na QE 32.
Nativus, Afrodisia, Conexão do Reggae e Reinaldo de Freitas, dono da Berlim Discos também ajudaram a desvendar um pouco mais da cultura reggae em Brasília..
Existem hoje várias bandas de reggae brasilienses que alcançaram destaque nacional, tais como Jah Live, Jahcareggae, Natiruts e Alma D´Jem. Além delas, existem mais algumas dezenas de bandas independentes tocando, produzindo e se apresentando nos vários e pequenos eventos, praticamente semanais, que acontecem pela cidade.Brasília conta com uma ótima estrutura de reggae, ótimas bandas e uma galera que pesquisa muito sobre o gênero, diz o músico Martin Jimenez, baterista do Jah Live, banda que atualmente ocupa lugar de destaque na cena musical nacional do reggae. Hoje existem mais de 20 bandas que já se apresentam freqüentemente e mais um montão que estão nas garagens iniciando suas histórias.Mas o reggae em Brasília não se trata apenas de música, shows e bandas. Além da produção artística crescente, a cidade possui uma ligação especial com a filosofia de vida que pregam as letras e ritmos do reggae. O Rastafarianismo, religão surgida na Jamaica, e que possui como forma de expressão artística o reggae, é hoje bastante conhecida aqui. Isso é percebido pela existência de pessoas que estudam e admiram o estilo de vida pregado pela religião.
Ideais, vestimentas e até mesmo penteados de cabelo (os famosos dreads) são exemplos de uma tentativa de aproximação da cultura Rastafari.
O REGGAE NO PARANÁ
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O reggae do Paraná está bem representado tem boas bandas de reggae como Djambi(uma das pioneiras no circuito mundial do reggae),Namastê,Arma De Jah,Rudah,Nação Erê, I-Tai Roots,Yo"Mana"Ho,Alta Maré,Afrojah,Enah - Ha,Afrodizia,Hinc-Findes,Mulheres Do Reggae,Djamborii Roots,Mama Quilla,e várias outras boas bandas..
Um representante forte da cena paranaense e curitibana á mais de 15 anos é a banda Djambi e seu vocalista Rodolpho Granni aka´´ Xaba´´..
A Namastê segue o seu caminho fazendo o reggae do bem. Banda de reggae fiel e com alguns prêmios na bagagem.
O reggae paranaense, que já revelou ótimas bandas segundo a opinião de especialistas do gênero, continua em constante renovação. A vontade de ganhar espaço no circuito de shows e de gravar um CD, faz as bandas, buscarem uma atitude cada vez mais profissional...
Não é de hoje que o Paraná e sua maior representante Curitiba, tem papel importante na difusão do reggae no Brasil. Sendo a conexão com o eixo São Paulo – Rio, a entrada da região sul, seu papel catalisador de influências e na própria fomentação da cultura independente na região é notório.
Curitiba,a capital, foi umas das principais cidades do circuito de shows,principalmente em shows internacionais de reggae entre os anos de 1990 e 2000 graças aos esforços do produtor/colecionador e grande reggueiro Geraldo Carvalho, levado para Zion antes do tempo. Geraldo Carvalho foi um dos maiores responsáveis pela difusão da cultura oriunda da ilha do reggae em terras brasileiras, ganhando a vida como produtor, radialista e uma espécie de adido cultural oficioso do Brasil na Jamaica. Geraldo nasceu em 1957 na cidade de Ipanema, interior mineiro,mas morava em Curitiba já há muitos anos..
Graças ao Geraldo tivemos shows por aqui de lendas como Joe Higgs,Dennis Brown,Black Uhuru,The Wailers,Fully Fullwood,Lucky Dube,Culture,Steel Pulse e muitas outras.Geraldo será sempre lembrado como um dos grandes embaixadores do reggae no Brasil ....
O REGGAE NO RIO DE JANEIRO
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O Rio de Janeiro é um estado onde temos alguns dos artistas pioneiros no reggae brasileiro,como Lumiar,depois Cidade Negra,Dom Luiz Rasta e outros..
Belfort Roxo,na baixada fluminense,foi um dos lugares pioneiros do reggae no Rio..
Um exemplo é a banda Lumiar que logo depois se tornou "Cidade Negra", assinou contrato e o resto faz parte da história contemporânea da música popular brasileira.
O que estava acontecendo era um verdadeiro movimento de reggae carioca - eu sentia que tinha caído de pára-quedas em Kingston, Jamaica - só que ali em Belfort Roxo, a barra era talvez mais pesada. Logo antes da BBC gravar entrevista com o então Lumiar, um dos integrantes tinha vivido o assassinato de vários parentes pela chamada "polícia mineira".
Outra boa banda é o Negril,conheci o Negril ainda em forma embriônica, em 1989, quando procurava pautas sobre o Rio para um programa da BBC. Na época chamava-se KMD5 e estavam ensaiando num quartículo escuro sob sol de 40 graus em Belfort Roxo, bairro da Baixada Fluminense. Durante um ano e meio a banda Lumiar evoluiu nos palcos e nos estúdios de ensaio. Pela primeira vez os seus componentes estavam tendo a oportunidade de burilar seu trabalho em condições minimamente aceitáveis. Eles também iam se informando cada vez mais a respeito da história do reggae: das clássicas produções dos grandes mestres às novidades que estavam então aparecendo na Jamaica e em Londres. Para Ras Bernardo todo esse fértil período de mergulho no universo do reggae de forma alguma comprometeu a sua intuição musical, a sua centelha criativa que já o havia empurrado para fora da Baixada Fluminense. Mas se alguém for contar a história do reggae no Brasil terá que, obrigatoriamente, mencionar o nome de Ras Bernardo. Não dá para falar de um sem citar o outro, são histórias que correm juntas ao longo do tempo. Tempo que vem de longe, há quase vinte anos, quando Ras Bernardo montou uma banda para participar de um pequeno festival em Belford Roxo.
Mais por intuição do que por planejamento, essa mesma banda anteciparia uma onda que somente anos mais tarde iria estourar na cena musical brasileira. Honrando toda a herança cultural que o destino lhe deu, o Cidade Negra espalhou o reggae por todo o país.Logo depois, animados pela recepção calorosa do pequeno público que resistia a tudo e teimava em prestigiar aquela ainda incipiente cena reggae, o agora rebatizado Movimento Reggae-NEC decidiu se espalhar por toda a cidade. Em 1988 não havia lugar melhor para catapultar novas idéias musicais do que o Circo Voador da Lapa. Um lugar democrático e revolucionário desde sua criação, a mítica lona do Circo acabou por se tornar o abrigo perfeito para as novas bandas de reggae que chegavam lá cheias de energia e fogo, prontas para provocar um incêndio de grandes proporções na Babilônia...Depois Ras Bernardo deixou o Cidade Negra,substituído por Tony Garrido,mas ainda mantém uma brilhante carreira solo,com dois discos Atitude Patria e Jah é Luz.Aliás o movimento reggae da Baixada cresceu bastante - de lá também vieram vários membros de o Rappa, inclusive o baterista Yukka - originalmente do KMD5.
O cantor Dom Luiz Rasta, nativo do Arraial do Sana, começou há muito tempo também o reggae no estado,foi também um dos pioneiros.Arraial do Sana (RJ), é também um bom lugar para eventos de reggae,agora melhorou com inauguração do palco do Jamaica Camping, que contou no show de estréia com Paulinho Ganaê, Dom Luis Rasta e a banda Ponto de Equilíbrio.
Atualmente o reggae carioca ainda é representado por novas e ótimas bandas do reggae nacional de vários lugares e bairros no Rio,como a já citada Ponto de Equilíbrio,Unidade Punho Forte,Ras Ävelar,Canamaré,Água de CÔco,Nayah,Monte Zion,André Derizans & Zion Band,Raízes Que Tocam,Adão Dãxalebaradã,Oriundos De Jah,e o movimento de reggae gospel Bola de Neve Church.
O REGGAE EM SÃO PAULO
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Há vários artistas que representam muito bem o reggae paulista, artista que levam a filosofia, a cultura e a história do reggae para suas músicas, como , Reggae Style, Leões de Israel,Solano Jacob, Walking Lions, Vibrações de Jah, Rastafari Mix,Sensimilla Dub,Afetos,Dago Miranda e Radical Roots,Jimmy Luv e a Família 7 Velas,Expressão Regueira,Third I Vision,Jah I Ras e muitos muitos outros.
O reggae paulista começa a aparecer bem novamente na cena brasileira, depois de um período discreto. A banda Jualê foi uma das pioneiras do reggae no Brasil e fez do 'Dub da Farinha', um manifesto bem-humorado contra as drogas, um hino dos regueiros da terra da garoa.
O Walking Lions é uma banda-mãe do reggae de São Paulo. De suas fileiras saíram integrantes de diversos grupos badalados - entre eles, Nando Reis. Vitrine é o primeiro lançamento do Walking Lions depois de anos de batalha. Inclui hinos das noites paulistanas de reggae como"Vitrine","Era Peixes","Boneca Robotizada" e "Hey DJ".
Dagô Miranda e sua banda Radical Roots, é outro artista paulista com total potencial para o reggae...
Dagô já lançou dois trabalhos, o CD ´´Dreadlock´´, pela Indie Records e o selo Central Reggae,e ´´Reggae Ás Crianças´´...
O cd Dreadlock,o primeiro, conta com onze faixas que trazem composições de grandes artistas do universo reggae. Dreadlock, faixa titulo, foi composta em parceria por Dagô Miranda e Gerson da Conceição (Manu Bantu) este que fez a direção musical de todo o trabalho.
Outro grande expoente do reggae é a banda o grupo Leões de Israel,fundado por Edu Sattajah e Solano Jacob,que depois saiu e foi substituído por Márcio Killaman..Outros integrantes são Cauê Granelo (vocal), Théo Anzelotti (guitarra),Maurício Dias (bateria), Thales Anzelotti (guitarra) e Fox Ahmad (apresentação). O primeiro lançamento da banda foi o disco ao vivo Pilares da Justiça;e Palavra Viva é o primeiro trabalho gravado em estúdio.
Outra boa banda paulista,a Família 7 Velas contava com cantores como Xandão,Junior Dread,Arcanjo,Ivy,que estourou na "Paz & União", Jota com o clássico "Todos Irmãos" e Jimmy Luv com seus hits na ponta da língua do povo como "Taca Mais Fogo" e "Reggae Seu Coração"..
Depois a banda se desfez e cada integrante foi seguir suas carreiras solos..
O som da Família 7 Velas passeava entre o new roots ao dancehall....
Outra boa banda paulistana é a Reggae Style,banda formada por um pesssoal da Vila Guilherme lançou seu primeiro álbum muito aguardado pelo público fã do reggae roots, e pelo visto a espera valeu a pena. Belas composições da banda são músicas como "Consciência"e "Justiça"..
Se depender da competência de bandas como Leões de Israel e Reggae Style, a nova safra paulista de Reggae Roots entra forte nessa batalha sadia das bandas do circuito nacional..
O REGGAE CEARENSE
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É de extrema importância salientar que o movimento reggae cearense sempre foi bem representado pelas bandas como a Donaleda,Rebel Lion,Tribo de Leões(ex-Tribe of Lions), Alma Negra,Mentalize,banda Plena Consciência, e outras.Trabalhando com muita seriedade, a Donaleda conquistou o respeito de todos e hoje o reggae deixou de ser um “movimento marginalizado” para se tornar o ritmo mais solicitado no cenário musical do Ceará.Em quase dois anos de estrada, a Donaleda já fez participações importantíssimas nos eventos do Estado, inclusive no Ceará Music 2003, realizado agora em outubro, e já tocou com os grandes nomes do reggae nacional: Tribo de Jah, Edson Gomes, Sine Calmon e Morrão Fumegante, além de ter presença garantida há mais de um ano no circuito local.
A Rebel Lion representa uma rebelião musical em Fortaleza. Formada em 1990 – é uma das bandas com maior tempo de atividade no cenário musical cearense - sendo responsável pela introdução do reggae no estado. Sua sonoridade é bastante próxima do reggae jamaicano da década de 70, buscando a diversidade rítmica do reggae raiz através dos estilos: roots, rockers, dj, dub e rub-a-dub, sendo uma das bandas pioneiras do roots reggae feito no Brasil. O líder, Gianni Zion, há 3 décadas pesquisa e coleciona discos de reggae, tendo realizado visitas à Jamaica, Inglaterra e USA em busca de mais conhecimentos sobre o reggae. Zion é também o compositor e arranjador da banda com quase 100 músicas próprias. A Rebel, como pioneira no estilo, inspirou a formação de outros grupos de reggae em Fortaleza como Donaleda, Tribo de Leões, Nação Regueira, Alma Negra, etc. Desde 1991, a banda promove o evento mais tradicional do reggae cearense, o Tributo a Bob Marley. Com a Tribo de Leões, as tradições jamaicanas chegaram ao Ceará com algo além de força. O estilo rastafari e a Paz de Jah que traz libertação, conquistaram esses jovens que hoje formam uma das bandas de Reggae mais reconhecidas da capital cearense.
O REGGAE NA BAHIA
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Na Bahia, o reggae também começava a conquistar corações e mentes da população, o que pode ser explicado pela semelhança dos ritmos locais com o da ilha caribenha, que afinal vieram da mesma raiz, a mãe Africa.O estado foi pioneiro na divulgação da música reggae com a Banda "Remanescentes",reinvidicada como primeira banda de reggae do Brasil (Cachoeira-Bahia). A Bahia é certamente um estado pioneiro no desenvolvimento de uma linguagem própria no que tange a música jamaicana. A história da música baiana dos anos 70 e 80 é permeada por influências do reggae que por aqui trabalharam em pelo menos duas vertentes. É um primeiro momento influenciaram a criação do samba-reggae e inspiraram movimentações estéticas e políticas da negritude baiana. Em um segundo momento, foi absorvido por músicos e artistas que foram expostos a essa chegada, como Lazzo Matumbi, Edson Gomes, por exemplo. Quase como um elo de ligação e obviamente participação nos trabalhos desses dois artistas acima citados, um supergrupo se formou: “Remanescentes do Paraguaçu”. O nome inicial da banda formada nos anos 80, incorporava o local de onde vinha e ao mesmo tempo a originalidade de sua linguagem musical que visava ao seu modo desaguar no mar do reggae. Como o rio de Cachoeira, Os Remanescentes é legitimamente baiano e suas experiências existentialistas – inspiradas no tropicalismo dos novos baianos – de viver em comunidade, se refletiam em sua música. Os Remanescentes, primeiro supergrupo do reggae brasileiro tem o seu disco “Só Remanescentes Ficará” lançado após 30 anos .Os Remanescentes do Paraguaçu-Cachoeira! A Bahia é certamente um estado pioneiro no desenvolvimento de uma linguagem própria no que tange a música jamaicana. A história da música baiana dos anos 70 e 80 é permeada por influências do reggae que por aqui trabalharam em pelo menos duas vertentes. É um primeiro momento influenciaram a criação do samba-reggae e inspiraram movimentações estéticas e políticas da negritude baiana. Em um segundo momento, foi absorvido por músicos e artistas que foram expostos a essa chegada, como Lazzo Matumbi, Edson Gomes, por exemplo. Quase como um elo de ligação e obviamente participação nos trabalhos desses dois artistas acima citados, um supergrupo se formou: “Remanescentes do Paraguaçu”. O nome inicial da banda formada nos anos 80, incorporava o local de onde vinha e ao mesmo tempo a originalidade de sua linguagem musical que visava ao seu modo desaguar no mar do reggae. Como o rio de Cachoeira, Os Remanescentes é legitimamente baiano e suas experiências existenciais – inspiradas no tropicalismo dos novos baianos – de viver em comunidade, se refletiam em sua música. Caudaloso como o rio cachoeirano, foram e são também afluentes para a consolidação da cultura reggae em nosso estado. Um banda que reuniu Nego Vieira, Augusto Conceição, João Teoria, Sine Calmon, Tintim Gomes, Marco Oliveira, Valéria Vieira, estão presentes na música baiana de ontem e de hoje. Trinta anos após a gravação de “Só Remanescente Ficará” temos a oportunidade de voltar no tempo e conhecer o nível de excelência que foi produzido naquela altura. Pioneiros do Reggae Nacional Uma retrospectiva que obviamente joga luz e nos permite enxergar a nossa história de modo mais pungente. Fizeram parte da banda também outros excelentes músicos como Júlio Santa (bateria), Alcione Rocha (trompete), Augusto Conceição (trombone), Haroldo da Silva (trombone), Ito Bispo (saxofone), Beto Souza (percussão), Wilson Tororó (percussão), Quinho Batera (bateria) e Raimundo Ataíde (bateria). Essa turma toda, faz um trabalho irrepreensível ao longo de todas as músicas, no melhor do que se poderia se ter em termos de roots reggae nacional. Os Remanescentes Ora, quem então desde lá admirava e tinha o privilégio de saber da nossa história, já ouvia o disco vazado pelas redes, desde antes do youtube. Porém, o trabalho dos produtores DJ Raiz, DJ Leandro Vitrola e Augusto Júnior, nos acrescentou um sabor que ainda era desconhecido. A reconstrução dos fonogramas que estavam disponíveis na internet, através de muito apuro técnico nos entregou um disco que se mostra atemporal. Carregando com muito groove a mensagem fundamental do Cristo, Os Remanescentes compunham ali músicas que aliaram a crítica social a mensagens de busca da paz e do amor divino. As composições em sua maior parte a cargo de Nengo Vieira e de Sine Calmon, nos apresentam ao longo de todo o disco uma espécie de grandes sucessos de um disco que nunca foi lançado. Até então, já conhecíamos a maior parte do material, porém retrospectivamente é fácil perceber que as 11 faixas poderiam ter sido hits radiofônicos. E algumas delas foram pelas mãos de Sine Calmon, anos depois reeditando suas composições com sua banda Morrão Fumegante. Os Remanescentes da História e atualização da cultura negra A bonita capa que foi obra de Ricardo Fernandes, com foto de David Glat registrada em 1991, o ano em que se planejava o lançamento do disco, é um espetáculo à parte. Assim como o trabalho de publicização de outros tantos registros dos “rastas cachoeiranos” no instagram são resgates históricos muito importantes em um estado e país onde a história negra é tão maltratada. A tecnologia que nos causa muitos problemas atualmente, possui também essas possibilidades de nos remeter a tempos e a conhecimentos que não possuíamos. O lançamento de “Só Remanescente Ficará” (2021) é uma excelente oportunidade para se conhecer a força coletiva desse grupo fabuloso de mestres da nossa cultura. Assim como, para que se aproveite o embalo e se resgate os trabalhos solos de Tintim Gomes e Marco Oliveira (Dystorção e Skanibais), João Teoria (Skanibais) e se conheça grandes arquitetos do reggae nacional! Na Bahia temos artistas excelentes do reggae brasileiro como os pioneiros Édson Gomes e Jorge Alfredo e Chico Evangelista,Sine Calmon,Red Meditation, Dionorina(rastaman de respeito, ganhou em 1993 o maior prêmio para quem produz música na Bahia, o “Troféu Caymmi), Nengo Vieira,Carruagem de Fogo,Alumínio e Bem-Aventurados,Kamaphew Tawa e Geraldo Cristal (que só lançou seu primeiro disco em 2003), além do Adão Negro (que é uma banda e não um cantor)..O primeiro baiano a merecer reconhecimento de Jah foi Edson Gomes, contemporâneo de Lazzo, que iniciou a carreira no reggae e outros nomes, como Nengo Vieira, Ubaldo Warú e Dionorina. Nascido em Cachoeira, Edson Gomes alcançou o sucesso em 1988 com o LP Reggae Resistência. Treze anos depois. Edson Gomes ainda é o principal nome do reggae local e o mais conhecido fora da Bahia, mesmo com 13 anos desde o início da carreira.A cidade de Cachoeira, cidade histórica do interior da Bahia, situada às margens do Rio Paraguassú, em outras palavras "O Reduto do Reggae na Bahia". Cachoeira é conhecida pela força que brota do seu povo em forma de reggae, reggae resistência. Terra de Edson Gomes, Nengo Vieira, Tin Tin Gomes(irmão de Edson),Sine Calmon, dentre outros, tem em Geraldo Cristal mais um representante do autêntico reggae nacional..
Salvador também recebe grandes festivais de reggae como o Salvador Reggae Festival,o Skol Tropical Beats,e muitos outros,que sempre reúnem grandes nomes do reggae nacional e internacionalAs novas revelações do reggae baiano são nomes como Batalhão de Israel,Tribo Do Sol,Rudimentar,Unidade Planta De Zaire,Irmandade Brasmorra, Divine Vibration,Unidos e Resistentes,Isaque Gomes(filho do Edson Gomes) e várias outras..
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HISTÓRIA DO REGGAE BRASILEIRO
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O reggae está presente no Brasil há muito tempo, mas se desenvolveu de forma diferenciada em cada região, situação que se reflete hoje na forma como ele é compreendido e aceito no país. Um estudo histórico rigoroso sobre como o ritmo jamaicano chegou a nossas praias e praticamente se incorporou à cultura brasileira ainda está para ser feito, mas podemos traçar alguns caminhos para entender como chegamos até aqui.
Talvez o nosso primeiro contato com o reggae tenha sido a apresentação de Jimmy Cliff em um dos Festivais Internacionais da Canção, que aconteceram no fim dos anos 60. Logo depois Caetano Veloso cantaria que desceu a Portobello Road, em Londres, ao som do reggae, o que foi estabelecido como a primeira menção à palavra "reggae" na música brasileira (e não o primeiro reggae composto aqui, como alguns chegam a escrever). Vale dizer que nesta época tal nome só era conhecido entre os jamaicanos e seus descendentes que moravam em Londres e outras cidades inglesas (e no Canadá, Estados Unidos etc). Experiências com o ritmo foram tentadas por Jards Macalé, Luís Melodia e outros, mas foi Gilberto Gil quem levou tal influência mais a sério, vendendo mais de 500 mil cópias do compacto de "Não chores mais", a versão de "No Woman no Cry", de Bob Marley.
Enquanto isso no Pará, Maranhão e na Bahia, o reggae também começava a conquistar corações e mentes da população, o que pode ser explicado pela semelhança dos ritmos locais com o da ilha caribenha, que afinal vieram da mesma raiz, a mãe Africa. Apresentado ao ritmo por um vendedor de discos paraense, o dono de radiola Riba Macedo começou a tocar o reggae entre os forrós e merengues que tocava em São Luís. Logo o som caiu nas graças dos maranhenses .No Rio, São Paulo e Belo Horizonte, alguns bailes reggae têm lugar na periferia. Júlio Barroso (aliás o disco que Riba Macedo levou primeiro para o Maranhão foi o "Reggae Frontline", que teve as notas escritas por este jornalista e vocalista da banda Gang 90,falecido em 84), no Rio e Otávio Rodrigues, em SP, começam a divulgar o ritmo no sul-maravilha. Os primeiros discos foram lançados por aqui. Chico Evangelista canta o "Reggae da Independência" e Raimundo Sodré fica famoso com o reggae "A Massa", cantado num festivaL no início dos anos 80. Bob Marley vem ao país e promete voltar com o Inner Circle para uma turnê em toda a América Latina. Peter Tosh se apresenta com grande sucesso no Festival de Jazz de São Paulo. O reggae parece que vai decolar de vez em nossas terras. Mas a tragédia acontece: Marley morre de câncer aos 36 anos, em 11 de maio de 1981. Para muitos é a morte do reggae. Nem a vitoriosa turnê de Gil com Jimmy Cliff pelo país consegue convencer as gravadoras e os meios de comunicação do contrário. Sobre a turnê, uma revista de (des)informação publica um artigo dizendo algo como "agora que o reggae morreu ele chega ao Brasil". Os discos pararam de chegar como antes. Sorte dos donos de radiola no Maranhão, que começam a ganhar dinheiro trazendo discos de reggae de fora para tocar nos bailes, cada vez mais populares. É a cultura da "exclusividade" que até hoje vigora por lá.
Marginalizado, o reggae se recolheu ao underground, mas não ficou parado. As primeiras bandas e fã-clubes brasileiros começam a surgir. Marco Antônio Cardoso funda o Fã-Clube Bob Marley de São Paulo e Mariano Ramalho o do Rio. Em Belo Horizonte Mauro França inicia o Fã-clube Massive Reggae. Em Recife aparece o Grupo Karetas. Edson Gomes na Bahia, Luís Vagner, Jualê e os Walking Lions em São Paulo começam a sua trajetória. Muitos outros grupos aparecem a partir da segunda metade dos anos 80, em grande parte por causa do estouro dos Paralamas do Sucesso, que sempre tiveram uma grande influência do reggae em sua música (o baixista Bi Ribeiro tem uma das maiores coleções de discos de reggae do país). No Maranhão, surge a Tribo de Jah. Os programas de rádio também tiveram grande influência na divulgação do reggae. Vale citar o "Batmacumba", do Nelson Meirelles e os programas de Maurício Valladares, no Rio, "Reggae Raiz", dos sólidos Jai Mahal e China Kane (até hoje no ar, na Brasil 2000), "Disco Reggae" , de Otávio Rodrigues, de São Paulo, "Reggae Special", de Ray Company (também no ar até hoje, na Ouro Negro FM) em Salvador e muitos outros (como as dezenas de programas que existem há anos em São Luís, produzidos por radialistas como Fauzi Beydoun - líder da Tribo de Jah, Carlos Nina, Ademar Danilo, entre outros).
Otávio Rodrigues e China Kane e Jai Mahal..
Nos anos 90 os shows internacionais voltaram a acontecer no país, graças aos esforços de batalhadores como Geraldo Carvalho, de Curitiba, e outros que mostraram que o reggae ao vivo tem mercado no Brasil. Bandas como Cidade Negra e Skank levaram o ritmo a um novo público, fazendo sucesso em todo o país e iniciando carreira internacional. Tribo de Jah e Edson Gomes também levam um grande público a suas apresentações. O número de bandas se multiplicou e citar todas seria impossível, o mesmo acontecendo com as pessoas que batalharam e batalham pela divulgação do reggae (como Gilberto Gil, que sempre toca versões de Marley em seus shows e estava planejando lançar um Cd somente com os clássicos do rei do reggae,projeto depois materializado no disco Kaya N´Gandaya). Apesar da má-vontade das gravadoras e dos programadores de rádio, o ritmo de Jah possui um público cativo no Brasil que só tende a crescer, passando ao largo dos modismos que marcaram o mercado musical brasileiro nos últimos anos. Presente na maior parte do Brasil real e no virtual .O reggae ainda vai dar muito o que ouvir, ver, ler, cantar e falar...
by LÉO VIDIGAL
fonte:
http://paginas.terra.com.br/arte/massive
Créditos:
http://reggaebrasilhistoria.blogspot.com
quarta-feira, dezembro 21, 2011
O REGGAE NO MARANHÃO
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São Luis,capital do Maranhão é a cidade brasileira que tem o maior consumo do reggae roots,o reggae de raízes,e por isso foi apelidada de a ´´Jamaica brasileira´´..
São Luis é uma cidade abençoada, de clima místico, manifestações populares, belos azulejos portugueses e muito sol iluminando o litoral. As suas belas praias com extensas faixas de areia oferecem paisagens deslumbrantes e uma preciosa culinária à beira-mar.
Desde o final da década de 70 quando o reggae invadiu o Maranhão através dos rádios sintonizados em ondas curtas (costume do povo local para poder ouvir os sons que vinham do Caribe) chegando até as radiolas (verdadeiros paredões em equipamentos de som que agitam as festas até hoje), esse ritmo é um fenômeno que não pára de crescer. Ainda que alguns artistas famosos como Gilberto Gil na época já tocasse um reggae aqui e outro ali nos shows, na verdade os fãs nem sabiam direito o que era aquilo,tanto que os primeiros discos de reggae que surgiram em São Luis só se encontravam nas lojas na seção de rock ou algum outro estilo, mas as festas de reggae no Maranhão já mostravam os sintomas da nova febre.
No Maranhão, o reggae se expandiu de tal forma e as famosas radiolas cresceram e se tornaram parte da cultura, totalmente enraizada no coração de São Luis. As radiolas oferecem a disposição da massa regueira toneladas em potências e auto falantes e milhares de watts de potência para uma inesquecível noite de reggae.
No Maranhão, o reggae se expandiu de tal forma e as famosas radiolas cresceram e se tornaram parte da cultura, totalmente enraizada no coração de São Luis. As radiolas oferecem a disposição da massa regueira toneladas em potências e auto falantes e milhares de watts de potência para uma inesquecível noite de reggae.
O que é mais fantástico em São Luis certamente são os salões de reggae. Uma cultura do gueto que aflorou com uma linguagem às vezes rude e às vezes extremamente sensual. A maneira como se dança, se veste, se comporta, como se elege um reggae e o transforma numa “pedra” ou “pedrada” (um reggae irresistível), tudo isso é um mistério meio sem explicação. A magia das festas nos povoados e sítios do interior, debaixo de mangueiras e barracões precários de barro e madeira, a rivalidade dos clubes de reggae e das radiolas, tudo isso é um filme que ainda está bem vivo. Se acredita que o maior acervo de reggae raiz do mundo hoje se encontre no Maranhão, graças à persistência dos Djs, donos de clubes de reggae e de radiolas que iam buscar discos na Jamaica, Inglaterra ou aonde tivesse, isso por anos a fio....
Cantores jamaicanos ´´roots´´ como Eric Donaldson,Stanley Beckford,Honey Boy,Jimmy London, Ken Fyfe, Owen Gray, Joe Higgs são muito escutados e endeuzados na cidade,que também realiza o famoso festival de reggae ´´Maranhão Roots Reggae Festival´´,sempre com presença de muitas feras do reggae jamaicano,além das bandas brasileiras..
São Luis ainda revelou bandas nacionais como a Tribo de Jah,sem dúvida alguma uma das mais expressivas bandas de reggae raiz brasileiras,e ainda outras excelentes bandas do reggae como Mystical Roots e Mano Bantu (antes Nego Banto)..
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